Para Todos os Que Têm Sede
- Gabriel Oliveira
- 25 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
Há três ou quatro anos, tomei uma decisão simples e radical: sumir. Festas, resenhas, encontros familiares… estava fora. Por necessidade. Eu escolhi construir a minha bolha, e dentro dela só tinha espaço para quem transformou a própria vida, quem apanhou e continuou.
Claro que errei. Já fui enganado, já dei ouvido a picaretas cheios de promessa. Mas prefiro ser enganado tentando do que lúcido frustado.
Com 23 anos, dei meu primeiro salto maior que a perna: tentei abrir uma transportadora e quebrei. Depois comecei a ByHuman. Não quebrei porque me recusei. Teve dias em que eu mesmo quase aceitei a derrota, mas não desci do ringue.
Outro dia ouvi de um empresário extremamente bem-sucedido:
“Já quebrei sete empresas." E eu pensei: que foda.
É estranho admirar isso, mas tem quem entenda. A matemática emocional é simples: se alguém que afundou sete vezes chegou lá, talvez eu esteja na estrada certa, já caí duas até agora. Mas no fundo eu sei: não existe regra. Tem gente que vence na primeira, tem gente que precisa quebrar vinte vezes. Cada jornada é individual.
Se existe algo de que realmente me orgulho é o seguinte: mesmo sem saber o que estava fazendo, o que foi 90% do tempo, eu estava fazendo. O custo de errar é sempre menor que o custo de não fazer nada.
Durante muito tempo funcionou assim: “Como produz isso?” Não sei. Mas vai acontecer, houveram momentos que não aconteceu, e serviu de aprendizado.
Há um ano, eu estava exausto. Não queria ouvir o nome ByHuman. Só queria silêncio e escuro. A psiquiatra confirmou o que eu já sentia por dentro: depressão profunda, esgotamento mental. É duro ouvir isso. Mas era a verdade. Eu tinha deixado tudo de mim no trabalho.
E sabe o lado bom de começar do zero, sem faculdade, sem plano B?
Simples: você precisa continuar. Não tem para onde correr.
Nos piores dias, coloquei em prática uma lição que li num livro. Existem momentos em que você não pode agir, só permanecer. Ficar de pé até passar a tempestade.
2025 começou assim: sem ambições, sem metas ousadas, só com uma missão, existir. E existimos. E recomeçamos.
Hoje, mais maduro, mais calmo, mais forte, olho para trás e vejo o garoto que se jogou sem roteiro. Paguei o preço com sangue, e uma dor que só quem constrói entende. Mas faria tudo de novo. E farei quantas vezes forem necessárias.
Escrevo isso por um motivo simples: para quem está no campo de batalha, perdido, cansado ou sem forças, você não precisa entender tudo. Só precisa continuar.
Porque na maior parte do caminho, é isso que transforma.
Para todos os que têm sede: seguimos. Por Gabriel, Byhuman Founder.

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